terça-feira, agosto 24, 2004

memória

Uma estrela morta ainda se faz ver no céu por muito tempo. Não quero saber se isso se deve aos milhares de anos-luz que separam nossa terra dessa estrela, mas, que, assim como tudo neste universo, o micro-cosmo repete o macro-cosmo. Há luzes que, mesmo quando apagadas, ainda iluminam.



Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Carlos Drummond de Andrade, mineiro e poeta