sexta-feira, dezembro 24, 2004

Tem coisas que a gente simplesmente não entende...

terça-feira, dezembro 21, 2004

à menina do metrô

de relance te vi já na estação
fiz questão de pegar a mesma fila
o mesmo vagão

o trem ia cheio, você à minha frente
indiferente, pensando distante
olhava o vazio
- nem viu que eu te olhava

pelo menos deixaste a memória
e ganhaste um poema.

Coisas de São Paulo

Explicando melhor o penúltimo post...

Domingo passado, não tendo nada o que fazer na Casa do Estudante, fui para nossa antiga República, o que não ajudou muito, pois o Lord Tindó ficou na USP, estudando, o Adauto voltou pra Caxambu e o Taciano foi pra casa da namorada.

Então, após a missa, fui procurar algo para fazer, mais especificamente, algo para comer. Passando pela avenida Paulista, vi uma barraquinha daqueles chineses que ficam fazendo Yakissoba - é muito engraçado como eles, tão rápidos, jogam o macarrão pro alto, cortam os legumes, como se fossem elétricos... coisas de São Paulo.

Enfim, depois de pegar o meu almoço, atravessei a rua e fui para o Parque Trianon... É um lugar no mínimo excêntrico. Dois quarteirões de área verde em plena Avenida Paulista... Pessoas passeando com seus cachorros, crianças brincando, casais de namorados, mulheres caminhando... E pássaros! Oh! Existem pássaros em São Paulo além de pombas...

E, enquanto eu fazia meu piqueninque naqueles refúgio em meio à cidade hipertensa (como gosto daquele parque), eis que uma senhora de idade, passeando com seu poodle, pára para conversar comigo! Isso é que eu nào esperava.. São Paulo, tão impessoal, se mostrava tão atenciosa!

Coisas da Metrópole, né?

segunda-feira, dezembro 20, 2004

Legião Urbana
Monte Castelo
Composição: Renato Russo (recortes do Apóstolo São Paulo e de Camões)

Ainda que eu falasse a língua do homens
E falasse a língua do anjos,
sem amor eu nada seria

É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja ou se envaidece

O amor é o fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer

Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
sem amor eu nada seria

É um não querer mais que bem querer
É solitário andar por entre as gentes
É um não contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder

É um estar-se preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É um ter com quem nos mata a lealdade
Tão contrário a si é o mesmo amor

Estou acordado
e todos dormem, todos dormem, todos dormem.
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face.

É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade

Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua do anjos,
sem amor eu nada seria.

Comprar um Yakissoba na barraca dos chineses na Av. Paulista, e fazer um mini-piquenique no Trianon.

Tendo-se imaginação inventa-se o que fazer num domingo à toa em São Paulo.

quarta-feira, dezembro 15, 2004

ó vida dura de diplomata rsrs

Debates de manhã, debates de tarde, debates de noite, festa de madrugada. Altas negociações diplomáticas de todos os tipos rsrs
Bem, isso é um resumo do que é uma simulação da ONU... essa semana foi o MONU, acabou ontem, e deixou saudades, como todos os modelos. Ô trem bão, sô!

Eu estava representando a Federação Russa no Comitê de Desarmamento e Segurança Internacional. Dividindo o comitê com grandes figuras como Casarões, Feldman, Dan Rolim e, claro, o Natalino, com seus discursos completamente "nonsense" rsrsrs

Mas após a bonança vem a tempestade. E depois de ficar discutindo o futuro da humanidade das 8 da manhã até quase meia-noite durante 5 dias - sem contar que, por causa das festas, acabava voltando às 5 da manhã para casa, para acordar às 7 e meia! - depois de tudo isso vem a semana de provas............. Ah! Greve maldita! Terei provas quase até o Natal! E nem deu para estudar por causa do MONU. Também, tudo isso é desculpa minha por que se tivesse tempo eu não ia estudar mesmo rsrs

Ah! Assim que eu for para São Lourenço eu descarrego a máquina e coloco aqui as fotos do MONU, aguardem...

quarta-feira, dezembro 08, 2004

ânimos diversos

Acho que esu estou ficando meio igual o Marcelo, alternando momentos de euforia com momentos de reflexão pessimista. Ontem eu estava completamente desanimado com essa rotina estúpida do dia-a-dia: faculdade, trabalho, trabalho, faculdade... Pensava no porquê de tudo isso, se realmente valia a pena, afinal, é tanto tempo que poderia ser gasto de outras tantas outras maneiras.... Porque ao invés de nos prepararmos anos e anos para aproveitar tão pouco simplesmente não aproveitamos um pouco de todo o tempo, sem essa preocupação com o amanhã?

Hoje, porém, acordei com um humor completamente diferente. Já estava imaginando mil coisas para o futuro - li a Lei da Carreira Diplomática e fiquei me imaginando daqui a uns anos representando o Brasil no exterior, e daqui a umas décadas embaixador em algum país por aí, com saudades do Brasil, mas satisfeito em trabalhar com o que gosto, fazendo o que quero, e viajando mundo afora... Penso nos meus filhos, como seira criá-los em um país diferente, mas tenho certeza que, no fim, seria bom para eles, que teriam contato com tantas culturas e amigos em toda a parte do mundo!

Engraçado, me animei denovo com a Diplomacia.... Deve ser o MONU que está cheagndo.

Mas a minha eterna dúvida entre a Magistratura e a Diplomacia fica para um novo post.

quarta-feira, dezembro 01, 2004

Quem é vivo sempre aparece, não?

meu homônimo favorito...

Semana passada eu reli um livro que há muito tempo queria ler de novo... O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupery. Pode parecer clichê, "coisa de miss", mas aquela obra é uma das mais preciosas já escrita na história da humanidade... Vejam só algumns dos melhores momentos do livro:

---
"Quando a gente anda sempre para frente, não pode mesmo ir longe"
---

"- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer pr vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa."

---

"-Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos."

- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.

- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...

- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar."

---

"Assim o principezinho, apesar da boa vontade do seu amor, logo duvidara dela. Tomara a sério palavras sem importância, e se tornara infeliz.

- Não a devia ter escutado - confessou-me um dia - não se deve nunca escutar as flores. Basta olhá-las, aspirar o perfume. A minha embalsamava o planeta, mas eu não me contentava com isso. A tal história das garras, que tanto me agastara, me devia ter enternecido...

Confessou-me ainda:

- Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava... Não devia jamais ter fugido. Devia ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar."

--------

Rafael (Le Petit) Prince